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Vinho fino e chocolates

15/08/2009

vegetais-09

A propósito dos títulos dos dois últimos posts – curiosamente a remeterem ambos para produtos alimentares  e, talvez menos curiosamente, a servirem-se, também os dois, da publicidade – O Guardian  revela que as organizações Sustain  e a Food Etics Council estão a pressionar as entidades responsáveis para que os produtos alimentares incluam nos rótulos a informação sobre a pegada da água.

A ideia de que todos os produtos que consumimos têm um gasto virtual de água, e que é possível ser calculado, não é recente (surgiu nos anos 90), mas a massificação do conceito, criado por Tony Allen, galardoado com o Water Prize 2008, só há pouco tempo tem começado a fazer-se sentir. E assim, caros amigos dos animais bem temperados no prato, eis que surge mais um argumento pró-vegetarianismo. É que com 1 kg de bife estamos a consumir 16 mil litros de água (em comparação, um copo de vinho corresponde a 120 litros e um pão a 40 litros, por exemplo).

Por mais que se argumente a necessidade de proteína animal na alimentação, o carnivorismo da espécie humana, ou a alteração radical da agricultura, e por conseguinte dos recursos naturais, que a alimentação vegetariana a larga escala acarretaria, é difícil não concordar que um consumo responsável pode fazer toda a diferença.

E já que não chegamos lá pela crueldade dos métodos intensivos de criação; pela questão ética proclamada por Peter Singer, muito menos; será que o consumo responsável convence? Afinal, pensar sobre a origem da comida que está no prato será assim tão estranho? Como diz  Michael Pollan, autor de O Dilema do Omnívoro,  se toda a gente pensar de onde vem a comida consegue tomar decisões responsáveis sobre a suas ementas.

Algumas sugestões de Pollan para mudar hábitos alimentares, que nos ajudam a manter saudáveis e a cuidar do ambiente:

  • Não comer nada que as nossas avós não consigam reconhecer como comida.
  • Evitar comidas que tenham ingredientes  impossíveis de pronunciar.
  • Evitar comer qualquer coisa que não apodreça.
  • Evitar produtos que prometem benefícios para a saúde.
  • Comprar produtos nas áreas periféricas do supermercado – os perecíveis.
  • Melhor ainda, não comprar em supermercados mas sim nos mercados.

 

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2 comentários leave one →
  1. Dora permalink
    28/08/2009 13:49

    És grande!
    Gostei especialmente da dica das avós.

  2. Joana permalink
    02/09/2009 15:23

    Parabéns pelo projecto 😉

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