Saltar para o conteúdo

“O lencinho vai na mão, ele vai cair ao chão…”

19/11/2009


Colin Beavan decidiu viver durante um ano sem causar qualquer impacto no ambiente. Um projecto arrojado, se não impossível,  sobretudo se tivermos em conta que Beavan vive em Nova York.

Entretanto, já existe um filme e um  livro sobre a experiência que foi sendo relatada no blog. Ainda não terminei a leitura mas até agora o que me deixou mais estupefacta não foi o facto de o homem decidir não andar de transportes motorizados, ou elevador (sendo que vive num nono andar), ou levar para o apartamento um cesto com minhocas para “triturarem” o lixo orgânico. Não, o que me deixou de boca aberta foi o facto de Colin Beavan desconhecer os lenços de mão!

Pelos vistos, passou um dia desesperado, porque precisava de assoar o nariz e não queria usar os habituais toalhetes de papel, até que se lembrou de ir bucar um pano vermelho à cozinha, que passou a ser o “pano de se assoar”.

E fiquei de boca aberta não só porque o desgraçado não sabia que  existem – noutras partes do mundo, é certo –  panos para esse efeito, mas também por descobrir que por aqui também já pouco se usa e brincadeiras como a d’ “O lencinho vai na mão, ele vai cair ao chão” já não fazem parte do imaginário infantil de muitas crianças.

Da série “músicas de intervenção”

17/11/2009

O surfista que toca violão, Jack Johnson, é um dos muitos artistas que faz intervenção ou sensibilização… ambiental. Depois das músicas de intervenção política ou de solidariedade, chegamos à educação ambiental transformada em hinos. Aqui fica a música do álbum Sing-A-Longs & Lullabies de 2006. E o moço leva a musiquinha para concertos pondo a assistência a cantar que o três é um número mágico. We’ve got to learn to Reduce, Reuse, Recycle.


We’ve got to learn to
Reduce, Reuse, Recycle
Reduce, Reuse, Recycle
Reduce, Reuse, Recycle
Reduce, Reuse, Recycle
If you’re going to the market to buy some juice
You’ve got to bring your own bags and you learn to reduce your waste
And if your brother or your sister’s got some cool clothes
You could try them on before you buy some more of those
Reuse, we’ve got to learn to reuse

Da série “Se eu fosse ambientalista”

06/11/2009

serie-muv

“Não me importava de nunca mais usar um saco de plástico na vida”  Rosa Pomar

Não usar sacos de plástico de todo pode ser difícil mas reduzir a sua utilização não. Uma das medidas passa por taxar os sacos nos hipermercados. Aliás, Rosa Pomar já deu a cara pela causa ao fazer uma petição nesse sentido.

Apesar de ainda não haver legislação sobre o assunto alguns hipermercados cobram os sacos de plástico e os resultados falam por si: O Pingo Doce, por exemplo, quando passou a distribuir sacos mais resistentes e reutilizáveis e a cobrar 2 cêntimos por cada um, consegiu uma redução de 60 por cento no consumo de sacos plásticos.  Segundo informações reveladas pela empresa essa redução traduziu-se numa diminuição de mais de 400 toneladas de resíduos plásticos depositadas em aterro, menos 950 toneladas de dióxido de carbono emitidas para a atmosfera, e menos 750 toneladas de petróleo e gás natural gastas.

Por falar em xixi

03/11/2009

muv_Roca-W+W

Uma sanita com um sistema de reciclagem de água. Tirado daqui.

eco friends, ou eco freaks?

22/10/2009

fraldas

Eco friends, ou eco freaks?

“Amigos do pássaro” é uma expressão que ouço, ocasionalmente, para definir (carinhosamente?) os ambientalistas – e aqui não há discriminações, tanto podem ser os activistas que se algemam contra as touradas, ou contra os OGM (Organismos Geneticamente Modificado) como os que evitam comer carne, ou os que no seu dia-a-dia procuram as soluções mais ecológicas. Certo é que quando alguém decide fazer alguma coisa em prol do Ambiente é olhado como mais um(a) que não tem mais o que fazer, ou com que se preocupar, na melhor das hipóteses. Na pior, é mais um(a) com um parafuso a menos.

Não será por acaso que há quem defenda, por exemplo, que a questão das Alterações Climáticas - o assunto na ordem do dia – seja retirado do “gueto” ambiental para ser definitivamente resolvido, porque esperar que “o movimento ambientalista lidere esta luta é como pedir ao Departamento de Agricultura dos EUA, que tome conta da guerra no Iraque”, defendeu Bill McKibben, especialista do Middlebury College, na Foreign Policy.

É pois compreensível que a campanha xixi no banho seja olhada com desdém. Concordo com o Luís Pedro Nunes, não devíamos deixar os construtores de autoclismos fora de Copenhaga, mas se alguém quiser fazer xixi no seu próprio chuveiro e evitar uma descarga de autoclismo por dia, o equivalente a 12 litros de água, qual é o problema? Já o “Flush Factor” com o seu “If it’s yellow leave it mellow; if it’s brown flush it down” pode ser mais discutível, no entanto é ver o que acontece se ficarmos sem água durante um dia, ou uma tarde… 

Isto tudo para chegar às fraldas reutilizáveis, que é o mesmo que dizer às fraldas de pano. As caras que eu já vi fazerem por causa dessa minha opção. A incredulidade espelhada nos olhares esbugalhados. Fui inclusive apelidada de “corajosa”! Pois devo dizer que para mim é uma escolha absolutamente natural e óbvia e nem me ocorreria que pudesse ser de outra forma. Original e diferente seria se eu fizesse como Isabella Rossellini.

Tempo

17/09/2009

muv-reutilizar[1]

Toda a gente sabe que o grande problema dos nossos dias é a falta de tempo - Não, não tenho solução para isso, nem me parece relevante insistir na conversa da necessária mudança dos estilos de vida, ou na adesão aos movimentos slow em contraposição aos fast -  e toda a gente desespera com essa realidade.

E, ainda assim, quase toda a gente deixa-se estar, porque há sempre novos hipermercados, cheios de comida já cozinhada, perto de casa; porque há cada vez mais automóveis para se conseguir largar as crianças e seguir para o trabalho (mesmo que as filas durem eternidades); porque há cada vez mais ATL para as crianças se ocuparem; porque sim, porque é a vida.

O tempo, ou a falta dele neste caso, é portanto um grande inimigo da saúde e, pois claro, do ambiente. Mas isso até é praticamente irrelevante comparando com o que diz Kundera, no livro A Lentidão, que considera a rapidez inimiga da felicidade:

“Porque terá desaparecido o prazer da lentidão? Ah, onde estão os deambuladores de outrora? Onde estão esses heróis indolentes das canções populares, esses vagabundos que preguiçam de moinho em moinho e dormem ao relento? Terão desaparecido com os caminhos campestres, com os prados e as clareiras, com a natureza? Há um provérbio checo que descreve a sua ociosidade por meio de uma metáfora: contemplam as janelas de Deus. Quem contempla as janelas de Deus não se aborrece; é feliz…”

É tudo muito bonito mas há que ganhar a vida? Pois claro que sim. No entanto, “perder” uma horita num fim-de-semana destes a fazer outra coisa qualquer, que não as mesmas de sempre, não causa assim tanto transtorno nos horários, certo? Algumas sugestões:

[Aviso os inúmeros seguidores deste blog que segue-se uma curta pausa para parir]

Cinema e Ambiente

08/09/2009
Agnès VARDA, La Cabane de cinéma, 2006

Agnès VARDA, La Cabane de cinéma, 2006

A ideia era tentar perceber se faz sentido existir cinema ambiental – a ver pela quantidade de festivais (na barra lateral) parece que sim – ou se o cinema é cinema, ponto final, e portanto uma arte que, como todas as outras, reflecte as tendências, as grandes questões, enfim, os problemas das épocas em que é feito.

O filme Wall-E, por exemplo, não tem intenção de passar uma mensagem ambientalista e no entanto reflecte bastante bem o problema do excesso de lixo. E, continuando no cinema de animação, os filmes do  Miyazaki sem serem ambientais convivem naturalmente com os problemas do meio ambiente.

Ou seja, no fundo, um bocado como um  dos mandamento de Dieter Rams para o Design, que diz “Good design is concerned with the environment”, também o bom cinema pode, e deve, ocupar-se do assunto sem parecer fanático.

Além disso, não há razões para que um filme activista não seja um bom filme, até porque como Ana Sofia Joanes, realizadora de FRESH, disse ao maisumavolta “um realizador de cinema, sobretudo um realizador de documentários tem de ser um apaixonado pelo tema que escolhe”, por isso é natural que seja, ou acabe por se tornar ao longo do processo,  num activista.

Setembro, o início das temporadas

01/09/2009

Cinemateca  retoma a programação com um ciclo dedicado ao Ambiente, em colaboração com a Fundação Calouste Gulbenkian. As entradas são gratuitas e em cada sessão (uma por mês) há convidados para comentar os filmes. O ciclo começa, no dia 15, com o filme Safe, para muitos, a obra-prima de Todd Haynes.

Dentro de momentos falarei sobre Cinema e Ambiente mas para já uma pequena amostra do filme de Haynes:

SAFE Seguro

de Todd Haynes

com Julianne Moore, Peter Friedman, Xander Berkeley, Susan Norman

Estados Unidos, 1995 – 119 min / legendado em português

Julianne Moore, numa das suas melhores criações, interpreta a figura de uma mulher que parece viver uma vida “perfeita” numa casa dos subúrbios, até ao momento em que começa a sofrer de estranhas alergias que a tornam sensível a fumos, sprays, exaustores, etc. Nem médicos nem psiquiatras conseguem ajudá -la, sendo internada num estabelecimento para “doentes do ambiente dos subúrbios”. Um filme de “terror” espiritual.

Sala Dr. Félix Ribeiro

Ter. [15] 21:30

 

Vinho fino e chocolates

15/08/2009

vegetais-09

A propósito dos títulos dos dois últimos posts – curiosamente a remeterem ambos para produtos alimentares  e, talvez menos curiosamente, a servirem-se, também os dois, da publicidade – O Guardian  revela que as organizações Sustain  e a Food Etics Council estão a pressionar as entidades responsáveis para que os produtos alimentares incluam nos rótulos a informação sobre a pegada da água.

A ideia de que todos os produtos que consumimos têm um gasto virtual de água, e que é possível ser calculado, não é recente (surgiu nos anos 90), mas a massificação do conceito, criado por Tony Allen, galardoado com o Water Prize 2008, só há pouco tempo tem começado a fazer-se sentir. E assim, caros amigos dos animais bem temperados no prato, eis que surge mais um argumento pró-vegetarianismo. É que com 1 kg de bife estamos a consumir 16 mil litros de água (em comparação, um copo de vinho corresponde a 120 litros e um pão a 40 litros, por exemplo).

Por mais que se argumente a necessidade de proteína animal na alimentação, o carnivorismo da espécie humana, ou a alteração radical da agricultura, e por conseguinte dos recursos naturais, que a alimentação vegetariana a larga escala acarretaria, é difícil não concordar que um consumo responsável pode fazer toda a diferença.

E já que não chegamos lá pela crueldade dos métodos intensivos de criação; pela questão ética proclamada por Peter Singer, muito menos; será que o consumo responsável convence? Afinal, pensar sobre a origem da comida que está no prato será assim tão estranho? Como diz  Michael Pollan, autor de O Dilema do Omnívoro,  se toda a gente pensar de onde vem a comida consegue tomar decisões responsáveis sobre a suas ementas.

Algumas sugestões de Pollan para mudar hábitos alimentares, que nos ajudam a manter saudáveis e a cuidar do ambiente:

  • Não comer nada que as nossas avós não consigam reconhecer como comida.
  • Evitar comidas que tenham ingredientes  impossíveis de pronunciar.
  • Evitar comer qualquer coisa que não apodreça.
  • Evitar produtos que prometem benefícios para a saúde.
  • Comprar produtos nas áreas periféricas do supermercado – os perecíveis.
  • Melhor ainda, não comprar em supermercados mas sim nos mercados.

 

Ambrósio, apetecia-me algo

03/08/2009
Pormenor de uma Pacific Yurt (à esq.) e da Yurt mongol, em Arganil.

Pormenor de uma Pacific Yurt (à esq.) e da Yurt mongol, em Arganil.

diferente. Bom, na verdade a milady não poderia levar o tailleur amarelo para estas férias, mas concerteza terá uma bela toilette de montanha, ou até um fato de montar, porque não?

Chamam-lhe  “glamping”, por ser uma espécie de campismo glamouroso, porque isto de dormir numa yurt tem o seu glamour, naturalmente! Mas independentemente de nos fazer sentir um pouco nómadas, um pouco a Annemarie Schwarzenbach, o interessante deste tipo de férias, além do óbvio contacto com a Natureza (existe cenário mais bucólico do que dormir debaixo de um castanheiro?), é a preservação do meio ambiente.

Sim, não há volta a dar, ou melhor, a Terra dá voltas e mais voltas, e acabamos por ter de recorrer aos antepassados para aprender alguma coisa sobre o respeito pela Natureza. Com uma grande vantagem sobre eles: a tecnologia, que serve para aquecer a água do banho com energia solar, por exemplo, ou tratar as águas residuais.

Por isso, não há grandes justificações para não termos, cada um de nós, em consideração a  redução da pegada ecológica.

Foi você que pediu um carro eléctrico?

22/07/2009
i MiEV da Mitusbishi e Cube da Nissan, os primeiros carros eléctricos disponíveis em Portugal, o primeiro a partir do próximo ano e o segundo em 2011.

i MiEV da Mitusbishi e Cube da Nissan, os primeiros carros eléctricos disponíveis em Portugal, o primeiro a partir do próximo ano, o segundo em 2011.

Quando os veículos híbridos começaram a marcar presença nas estradas (não nas nossas obviamente), no início deste século, o sonho dos veículos eléctricos parecia uma realidade cada vez mais próxima, apesar da tentativa de “assassinato” daquela que é considerada a solução mais eficaz para a mobilidade.

Entretanto, a evolução tecnológica fez o que lhe competia: apresentou verdadeiras soluções de produção de energia eléctrica a partir de fontes renováveis e novas soluções de baterias para os veículos eléctricos; depois, as ameaças do costume tornaram-se cada vez mais ameaçadores: as alterações do clima e a constante crise petrolífera; e por último as tendências sazonais dão uma pequena ajuda: o verde, às vezes, está na moda. (Um aparte: isto tudo e a A1 continua em obras).

Por isso, e por causa das novas medidas apresentadas pelo Governo – como o Mobi. E (com vários incentivos à aquisição de veículos eléctricos e instalação de uma rede de “abastecimento” em todo o país) e a construção de uma unidade de produção de baterias de iões de lítio da Nissan em Portugal -, tudo parece indicar que o futuro começou.

Mas antes de deitar foguetes (uma coisa cada vez mais do passado, aliás) há que dar ouvidos ao presidente da APVE (Associação Portuguesa do Veículo Eléctrico), Robert Stussi: “Uma coisa é a introdução de alguns milhares de carros eléctricos em mercados privilegiados – tal como parece ser o caso anunciado em Portugal e em mais uma dúzia de países e regiões (“acordos Renault-Nissan”). Daí para uma penetração maciça no parque automóvel demora, pelo menos, uma década (até que todas as marcas ofereçam gamas de automóveis que permitam a escolha ao consumidor, que usualmente compra em média um carro em cada oito a 10 anos), faltando ainda conhecer as potenciais resistências do consumidor e todas as outras barreiras que será necessário ultrapassar”.

Home – O mundo é a nossa casa

21/07/2009

“We are living in exceptional times. Scientists tell us that we have 10 years to change the way we live, avert the depletion of natural resources and the catastrophic evolution of the Earth’s climate”.

O primeiro filme de Yann Arthus-Bertranddo,  fotógrafo, jornalista e ambientalista francês,  foi feito a partir de filmagens aéreas em 50 países.

Sobre o filme  aqui.

Da história da civilização que agora começa

10/07/2009

Amin Malouf veio a Portugal falar do seu último livro “Um Mundo sem Regras”, editado pela Difel. Apesar das alterações climáticas serem uma das preocupações reflectidas no livro, falou-se pouco do assunto tanto na Gulbenkian, onde o escritor esteve à conversa com António Vitorino, como nas entrevistas que deu.

O escritor libanês diz no livro que entrámos neste século sem bússola. Chegamos a um ponto em que a solução é unirmo-nos, ou destruirmo-nos. O mundo mudou, as nossas civilizações esgotaram-se e todas as nossas referências se alteraram nos últimos 30 anos, depois da queda do muro de Berlim.

Perante este cenário Maalouf está convencido que nada pode ser solucionado se não numa perspectiva global*. As civilizações devem fundir-se, numa coisa que ainda não se sabe bem o que é, porque “neste século já não há estrangeiros apenas companheiros de viagem”.

E os problemas do clima reflectem essa necessidade de resolução à escala global, como se tem vindo a tentar fazer desde a assinatura do protocolo de Quioto, porque tal como Maalouf refere “de todas as ameaças que nos espreitam neste século, a mais perceptível hoje, a mais estudada, a mais documentada é a que resulta do aquecimento climático, tudo leva a crer que provocará nas próximas décadas cataclismos cuja dimensão ainda não podemos avaliar(…)”. (pág. 250)

Alarmismo? talvez, o próprio escritor não põe de lado a hipótese. No entanto, depois de ter lido e estudado a fundo a questão diz-se menos céptico, até porque está convencido que as alterações climáticas podem ocorrer mais abruptamente do que se pensava até agora (o ano passado foi  possível atravessar de barco o oceano Árctico, de uma ponta a outra, e as previsões para isso acontecer apontavam os finais do século XXI).

Mais do mesmo? a verdade é que ninguém pode saber, por isso a proposta de Maalouf, (depois de considerar as duas principais atitudes possíveis face à ameaça)  é a de que se faça alguma coisa, porque na pior das hipóteses o que pode acontecer é termos - nós os que têm uma visão alarmista –  de engolir um sapo. Porque, “se nos mostrarmos incapazes de mudar os nossos comportamentos e a ameaça se tornar real, perdemos tudo; se conseguirmos mudar radicalmente os nossos comportamentos e a ameaça se revelar ilusória, não teremos perdido absolutamente nada.” (pág. 256)

Ah, mas há um pequeno pormenor: Nada pode ser solucionado sem a solidariedade entre os povos. Os países ricos têm de estar dispostos a abdicar de algumas coisas a favor dos países pobres. Só assim se pode iniciar a história de uma nova civilização.

 

*É difícil chegar a um consenso nesta matéria. Como diz Moisés Naím, director da Foreign Policy, “para os seus críticos a globalização é a causa do actual colapso financeiro a nível mundial, das crescentes desigualdades, do comércio injusto e da insegurança geral. Para os seus defensores, ela é a solução para todos estes problemas”.

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.